Crise pós-parto, uma realidade na vida do casal!

Queridos pais,

O vosso bebé chegou! Parabéns! A vossa alegria é contagiante, o amor que sentem não cabe no peito! E vocês estão radiantes!

No entanto, pouco se fala sobre os meses difíceis que a maioria dos casais vivem após o nascimento de um filho.

Seja ele o primeiro, o segundo, ou o décimo filho, a estrutura familiar que já estava mais ou menos estabelecida leva um grande abanão. É mais ou menos como um valente tremor de terra. Quando este tremor de terra acontece, parece que tudo fica virado de pernas para o ar, e é preciso ter uma estrutura muito sólida para resistir a este abanão.

As noites sem dormir, o choro por vezes inconsolável, o cansaço e a falta de paciência que daí resulta vai levar-vos a entrar mais facilmente em atritos. E isso é NORMAL!

É preciso ter consciência disso, saber que águas vão ficar agitadas e que trabalhar em conjunto é essencial para levar o barco a bom porto!

Mas afinal, se o nascimento de um filho é a coisa mais maravilhosa na vida de um casal, o que leva a relação a ser posta à prova desta maneira?

A mãe está tão preocupada em ser uma “boa mãe” e tão ocupada em sentir-se culpada de tudo o que corre menos bem, que se esquece de ser mulher, de cuidar de si, de se valorizar.

O pai que além da confiança extrema que tem na mãe e nas suas competências, conhece também os efeitos da influência hormonal no humor da mulher, e muitas vezes não ousa intrometer-se ou dar “bitaites”…

Por seu lado, a mãe muitas vezes sente-se magoada porque tem a sensação de que o pai não se preocupa, que simplesmente não oferece ajuda porque acha que é o “dever” dela cuidar do seu bebé.

A falta de comunicação, a falta de confiança e a baixa na libido da mulher nos meses que se seguem ao parto, associadas muitas vezes à fatiga extrema, faz com que as vezes os casais quase se tornem estranhos a viver na mesma casa. É preciso unirem forças! Vocês fazem parte da mesma equipa! É preciso conversar. Muito. A comunicação é a melhor arma!

As mães precisam saber pedir ajuda. Ao pai, às avós, às amigas, e até à vizinha se esta oferecer! Aprender a aceitar quando alguém propõe alguma coisa, ir as compras, fazer uma refeição, cuidar do bebé para a mãe tomar um douche sem medo de ter que sair antes de conseguir lavar o cabelo! E saber que não há qualquer problema nisso! Saber que não é menos mãe ou menos mulher por aceitar ou pedir ajuda.

Saber reconhecer os nossos limites é a coisa mais difícil mas mais importante nesta etapa! Só conhecendo o nossos limites podemos cuidar de nós. E só cuidando de nós podemos estar bem para cuidar dos nossos filhos. Com o nascimento dos filhos não nos é atribuído qualquer poder divinal de energia inesgotável ou de paciência infinita! Era fantástico não era? No entanto continuamos a ser mulheres de carne e osso, com sentimentos – à flor da pele – com muitas muitas qualidades, mas também com limites.

Cabe à mãe ver o pai como um aliado, um porto de abrigo, olhar para ele e ver o homem com quem decidiu partilhar esta felicidade, ao invés ignorar a sua presença ou reclamar da forma como faz isto ou aquilo. Solicitá-lo, incentivá-lo a partilhar tarefas, a partilhar momentos.

Ao pai cabe fazer antes da mãe pedir. Cabe mandar a mãe dormir duas horas, cabe dizer vai-te sentar no sofá que eu arrumo a cozinha. Cabe elogiar e motivar. Cabe ver a mulher maravilhosa por detrás daquela mãe cansada.

A ambos cabe não desistirem. Com o tempo a nova dinâmica instala-se, cada um (re)encontra o seu lugar e a harmonia volta a reinar. A relação que supera o nascimento de um filho sai mais forte, mais sólida e mais feliz.

 

Amamenta France… existimos para dar confiança!

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2 thoughts on “Crise pós-parto, uma realidade na vida do casal!

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