Acompanhar sem impor!

“Todos os pais são largamente regados de conselhos bem intencionados, e  de”perguntas” cheias de entre-linhas sobre a educação que dão aos seus filhos.Tudo se diz, e o seu contrario. Os pais recebem uma abundância de conselhos. Mas, soma feita, pouquíssima informação. (…) Os pais tem muita dificuldade em fazer a triagem das diversas concepções. Rapidamente se sentem desorientados, e até mesmo desamparados.  ”

Isabelle Filliozat in “Au cœur des  émotions de l’enfant” (tradução do excerto da minha exclusiva responsabilidade)

Este paragrafo de Isabelle Filliozat resume muitíssimo bem o que se passa na nossa sociedade hoje em dia.

Assim que a mulher engravida, os conselhos chovem de todos os lados, e uma vez que tem o bebé nos braços, esta realidade intensifica-se.

Pessoal de saúde, família, amigos, conhecidos, a senhora da pastelaria e até mesmo desconhecidos! Toda a sociedade se julga no direito de impor, julgar e questionar as escolhas e as decisões dos pais. Mas como o diz Isabelle Filliozat, poucas pessoas se preocupam em informar verdadeiramente os pais. “Deve fazer assim”, “tem de fazer assado”, “no seu lugar eu faria cozido”. Aos pais, resta muito pouca margem para fazer escolhas. Acabam, na maioria das vezes, por tomar decisões mais ou menos impostas.

Como consequência temos, cada vez mais, pais com pouca confiança em si mesmos e a tomar decisões sem estarem verdadeiramente seguros das suas escolhas.

Cada mãe/pai deve poder ser capaz de tomar as melhores decisões para o seu filho, a sua família, a sua realidade. Esta é a nossa filosofia!

Nos queremos que o nosso acompanhamento possa ajudar os pais a renovar a confiança nas suas competências parentais.

Para isso, comprometemo-nos a:

  • Informar (informações actuais e fiáveis)
  • Escutar (escuta sem julgamento)
  • Estar disponíveis (disponibilidade para responder às suas questões)
  • Acompanhar (acompanhamento nas suas escolhas)
  • Trabalhar a auto-confiança (o facto de se sentir informado e acompanhado permite aumentar a sua auto-confiança)

Cada bebé, cada mãe/pai, cada família são únicos e especiais, por isso são sempre o centro de cada uma das nossas intervenções.

As vezes perguntam-me: “E se os pais decidirem, por exemplo, que a criança só pode comer de manha e a noite? Vai acompanha-los na sua escolha? ”  Ora, isso para nos não é um direito de escolha, pois o nosso acompanhamento compromete-se a garantir que todas as necessidades da criança são asseguradas.

Mas quando falamos de necessidades asseguradas, não ha uma forma única de o fazer correctamente. E isso é o mais importante: que cada mãe/pai possa sentir que toma as suas próprias decisões, aquelas que são as mais adequadas para a sua família e para a sua realidade naquele momento da sua vida, e não as que os outros acham as mais indicadas.

Porque é urgente devolver o poder de escolha/decisão aos pais. Porque é urgente parar de impor. Porque é urgente começar a informar correctamente!

 

Amamenta France, existimos para informar!

 

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