A melhor mãe!

Uma mãe é sempre a melhor mãe que consegue ser num determinado momento e com os recursos que tem disponiveis. Esses recursos são internos e externos.

Do ponto de vista dos recursos internos, uma mãe pode não ter, a dada altura, disponibilidade emocional para agir de forma diferente. Pode estar a passar um momento dificil em que a sua disponibilidade emocional está limitada, pode ter tido uma infância complicada e o facto de se tornar mãe “acordou” muitas emoções que até aqui estavam adormecidas, pode estar simplesmente a reproduzir aquilo que aprendeu sem ter recursos internos que lhe permitam mudar esse ciclo, ou pode, simplesmente ter uma disponibilidade intelectual limitada.

Do ponto de vista dos recursos externos temos também vários exemplos: a cultura da mãe/pais/familia, os recursos financeiros, a rede de apoio familiar, a rede de apoio de profissionais de saúde, etc.

Todos estes recursos vão condicionar a forma como a parentalidade é vivida. Por vezes condicionam de forma positiva, outras vezes de forma negativa.

No entanto, uma coisa é linear independentemente da situação: aquela mãe, é a melhor mãe que consegue ser naquele momento.

Por vezes, é preciso uma ajuda/intervenção externa, quando essas condicionantes colocam em risco o bom desenvolvimento fisico e/ou emocional e/ou intelectual da criança.

Mas na maioria das vezes, são as próprias mães que colocam demasiada pressão em si mesmas. Querem ser perfeitas, e esquecem que a perfeição não existe. Exigem demasiado, criam expectativas irrealistas, querem casas a brilhar e crianças felizes, acabando por se esquecerem de si e das suas próprias necessidades.

Depois, como se este sentimento de nunca fazer o suficiente não bastasse, são julgadas de todos os lados: pela familias, pelos amigos, pelos profissionais de saúde, e até por desconhecidos!

Há mães que amamentam e mães que dão leite artificial, mães que fazem babywearing e mães que usam carrinho de bebé, mães que trabalham e mães a tempo inteiro. Aqui não se trata de certo ou errado, de melhor ou pior. Cada mãe tem a sua própria história de vida, e toma as suas decisões consoante a sua realidade e os seus recursos. Julgamentos não acrescentam nada, só destroem a confiança que as mães vão construindo a tanto custo.

Nós, as mães, vamos amadurecendo, vamos aprendendo, umas vezes com a escola da vida, outras vezes porque a vida nos surpreende ao colocar as pessoas certas no nosso caminho, pessoas essas que fazem de facto a diferença.

Eu digo muitas vezes que cada um dos meus filhos teve uma “mãe diferente”, porque sem dúvida que eu mudei, amadureci, cresci e aprendi. Mas, independentemente de alguma tristeza (pois acho que quando eles nasceram todos mereciam ter tido a mãe que sou hoje), de uma coisa tenho a certeza: fui para cada um deles a melhor mãe que pude e soube ser naquela altura!

Empatia, respeito, informação fidedigna, acompanhamento nas suas escolhas. É disto que as mães precisam. E é isso que defendemos na Rede Amamenta.

Amamenta France, existimos para apoiar!

By Cátia Godinho

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